CARGA DE CAMINHONEIRO
( VALTAIR BERTOLI ) 18/06/2016
Dois faróis despertos / brilhando na madrugada
Clareando distante / batendo a lona amarrada
com o Vento frio soprando / assoviando na estrada
Pneus quentes rodando / chorando a carga pesada
Neblina chuva sereno / sol quente frio geada
Nada disso atrapalha / o rei das longas jornadas
Na lida segue atendo / sem esquecer um momento
Da sua família amada
Casas a beira da estrada / desertas abandonadas
Sertão de sede morrendo / na voz do sol que brada
no filme a sua janela / a cena que não agrada
Crianças passando fome / sofrendo desamparadas
Alimento vai levando / se ve de mãos atadas
Motor segue roncando / não poder fazer nada
Carregando o progresso / sofre com o retrocesso
Da miséria avistada
Caminhoneiro profissão / solidão desde alvorada
nas Noites longas e carentes / na boleia enfeitada
Sorri com coisas belas / plantação bem cuidada
Lamenta com o descaso / nos postos em suas paradas
Transportando leva tudo / nessa vida arriscada
Perseguido por bandidos / tem sua vida vigiada
Um Herói já esquecido / e muitos tem desistido
De enfrentar essa empreitada
carrega dentro do peito / a sua carga de saudade
Sofre chora padece / só ele sabe a verdade
Disfarça seu sofrimento / lagrimas secam ao vento
Da dor que o peito invade..
RECADO AOS AMIGOS Aviso a todos amigos que visitam meu blogue , aqui se encontram letras poemas , letras prontas outras gravadas , mas na maioria são letras que ainda estão na faze bruta , que tem de ser lapidada , aos interessados é so entrar em contado comigo pelo e-mail caminhoneirosp@hotmail,com , e falar qual a letra que interessa e qual o ritimo que vai querer ela , que posso ajeitar ok ! abçs a todos !!
RADIO BARREIRITTO CAIPIRA
Radiobarreirittocaipira
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sábado, 22 de outubro de 2016
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Capela de carreiro
( valtair bertoli / Joao Miranda ) 20/10/2016
Encontrei abandonado e pelo mato tomado
Bem no meio do sertão
Um galpão acorrentado com um velho cadeado
Que me chamou a atenção
todinho enferrujado com o seu elo quebrado
Pela forte corrosão
a porta abri com jeito senti uma dor no peito
Reluzindo a visão
eu vi um carro de boi que um dia ali foi
por alguém desmontado
com partes soltas no chão encima de um pranchão
Tudo ali bem conservado
canzis canga e fueiro e também o tamueiro
com o cabeçario marcado
sua brochas ressecadas numa argola amarrada
na cheda estava enfiado
no seu eixo a cantadeira os coções com a poeira
e seu chumaço riscado
viajei na emoção recordando a canção
dos carros do meu passado
sobre o recave o varão e na ponta o ferrão
por fuligem acinzentado
li escrito nos rodeiros descanse mestre carreiro
por canivete talhado
ao seu lado vi que tinha uma pequena cruzinha
e um retrato amarelado
vi oito crânios de bois que de certo também foi
dos pares já enlutado
nesse instante ajoelhei e uma oração rezei
chorando emocionado
logo deixei o galpão , parti pedindo perdão
por telo incomodado. .
( valtair bertoli / Joao Miranda ) 20/10/2016
Encontrei abandonado e pelo mato tomado
Bem no meio do sertão
Um galpão acorrentado com um velho cadeado
Que me chamou a atenção
todinho enferrujado com o seu elo quebrado
Pela forte corrosão
a porta abri com jeito senti uma dor no peito
Reluzindo a visão
eu vi um carro de boi que um dia ali foi
por alguém desmontado
com partes soltas no chão encima de um pranchão
Tudo ali bem conservado
canzis canga e fueiro e também o tamueiro
com o cabeçario marcado
sua brochas ressecadas numa argola amarrada
na cheda estava enfiado
no seu eixo a cantadeira os coções com a poeira
e seu chumaço riscado
viajei na emoção recordando a canção
dos carros do meu passado
sobre o recave o varão e na ponta o ferrão
por fuligem acinzentado
li escrito nos rodeiros descanse mestre carreiro
por canivete talhado
ao seu lado vi que tinha uma pequena cruzinha
e um retrato amarelado
vi oito crânios de bois que de certo também foi
dos pares já enlutado
nesse instante ajoelhei e uma oração rezei
chorando emocionado
logo deixei o galpão , parti pedindo perdão
por telo incomodado. .
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Vestindo a fantasia
( valtair bertoli ) 13/10/2016 querumana
Ainda ontem eu era uma criança e tinha a esperança
de viver bem melhor
Infelizmente estava enganado comparando com o passado
hoje estou bem pior
Envaidecido deixei do meu sertão por conta da ilusão
e vim morar na cidade
Deixei pra traz meu mundo de alegria e vesti a fantasia
da dona infelicidade
Sai em busca de um mundo colorido e hoje iludido
a saudade é permanente
De ver os vales os rios as montanhas a dor é tamanha
e não sai da minha mente
Beber da água brotando pela terra descendo pela serra
seguindo sua corrente
os passarinhos tecendo o seu ninho ajeitando com carinho
com bico em minha frente
Recordo triste o lindo amanhecer o odor do alvorecer
andando na relva orvalhada
De ver o sol surgindo atrás dos montes clareando o horizonte
o canto da passarada
A estradinha a casa pequenina o rostinho da menina
que um dia foi minha amada
No fim do inverno as floradas dos ipês aqui nada se vê
só tem cor acinzentada
Assim eu vi o meu tempo passando e vi tudo se acabando
escorrendo pelas mãos
virei monjolo que a muito foi quebrado com seu pilão jogado
em meio a vegetação
igual o canto do velho carro de boi que um dia também foi
sumindo do estradão
sendo levado na estrada boiadeira uma nuvem de poeira
sumindo na imensidão .
( valtair bertoli ) 13/10/2016 querumana
Ainda ontem eu era uma criança e tinha a esperança
de viver bem melhor
Infelizmente estava enganado comparando com o passado
hoje estou bem pior
Envaidecido deixei do meu sertão por conta da ilusão
e vim morar na cidade
Deixei pra traz meu mundo de alegria e vesti a fantasia
da dona infelicidade
Sai em busca de um mundo colorido e hoje iludido
a saudade é permanente
De ver os vales os rios as montanhas a dor é tamanha
e não sai da minha mente
Beber da água brotando pela terra descendo pela serra
seguindo sua corrente
os passarinhos tecendo o seu ninho ajeitando com carinho
com bico em minha frente
Recordo triste o lindo amanhecer o odor do alvorecer
andando na relva orvalhada
De ver o sol surgindo atrás dos montes clareando o horizonte
o canto da passarada
A estradinha a casa pequenina o rostinho da menina
que um dia foi minha amada
No fim do inverno as floradas dos ipês aqui nada se vê
só tem cor acinzentada
Assim eu vi o meu tempo passando e vi tudo se acabando
escorrendo pelas mãos
virei monjolo que a muito foi quebrado com seu pilão jogado
em meio a vegetação
igual o canto do velho carro de boi que um dia também foi
sumindo do estradão
sendo levado na estrada boiadeira uma nuvem de poeira
sumindo na imensidão .
Recado no céu
( valtair bertoli ) 13/10/2016
Passarinho hoje voa reflorestando o sertão
Enquanto o ser humano age na degradação
Borboletas pirilampos abelhas têm trabalhado
Carregando a semente o pólen tem espalhado
Pelas matas e montanhas capoeiras e serrados
Num trabalho incessante nova vida tem plantado
O homem ambicioso age na destruição
Destruindo o precioso verde da nossa nação
Não respeita o ambiente nem a lei tem lhe barrado
É um jogo de três cantos com o baralho marcado
Todos visam o seu lucro se trajam de homem honrado
Enganando muita gente nosso ouro tem roubado
Vejo nos noticiários no radio e televisão
O discurso dessa gente até parece ser cristão
Investem no estrangeiro os laranjas são usados
Abusam do inocente pro dinheiro ser lavado
Quando chega a justiça nada pode ser provado
Ainda fazem aquele tipo parece pobre coitado
Posso ser um caipira que não teve educação
Nunca frequentei escola aprendo com as criação
Meu mestre é verdadeiro e esta sempre a meu lado
Vejo-o enfurecido
seu recado tem mandado
Tempestade furacão terremoto tem matado
São na terra os animais que o pior tem evitado
.
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Viola viva
( valtair bertoli ) 11/10/2016 pagode
No braço da minha viola / não nasce pelo
Não tem articulação
/ e nem cotovelo
Tem a cintura moldada / igual de
modelo
por ela a mão
assanhada / passeia
com zelo
na boca não tem língua /mas canta
alto
Alegra homem do campo
/ e também do asfalto
sua casa não tem
muro / e não sofre
assalto
fortaleza de
madeira / de osso o ressalto
os trastes são respeitados / não são
a toa
na roda de moda caipira
/ só vem gente boa
sua pestana não dorme / ela não
destoa
as cordas não joga laço
/ mas prende as pessoas
seu
cavalete aguenta / ao peso da
emoção
comporta toda poesia
/ e cria canção
o seu mosaico destaca / a mistura do sertão
no contexto da historia / mantendo
nossa
tradição.
Linda menina
( valtair bertoli ) 11/10/2016
Você linda menina
/ iludiu meu coração
Destruiu o pé
de esperança / que brotava na paixão
Agora triste e sozinho
/ sofro com a solidão
Clamando por
seus carinhos / a
noite na escuridão
existe coisas na vida / que não da pra esquecer
A ilusão que provocou
/ me dando amor e prazer
Se era comprometida
/ porque não quis
me dizer
Só disse
na despedida / pra ferir o meu viver
Queria tela de novo / e sanar meu sofrimento
E curar com seus beijinhos / essa dor esse tormento
Minha vida esta sofrida / sem você tudo é um lamento
Venha , volte minha querida / dar vida nos meus momentos
domingo, 9 de outubro de 2016
A casa
( valtair bertoli ) 09/10/2016
Tem casa bem construída / muito bem projetada
Tem casa que esta caindo / de dupla desafinada
Tem casa nova subindo / na viola afinada
com alicerce construído
/ na roça em meio a boiada
a casa do passarinho / é ninho feito em galhada
a casa do marimbondo / quem mexer leva picada
a casa do bom pagode / o meu
peito é sua estada
com a viola tinindo / vibrando nele encostada
a casa do prisioneiro / é cela fria e trancada
a casa do meu amor / por flores é rodeada
a casa dos meus carinhos / de beijinho esta lotada
que ganho escondidinho / a noite da minha amada
a casa do nosso mestre / é nosso fim de jornada
a nossa casa da terra / pra herdeiros será deixada
a casa no cemitério / será a derradeira morada
de quem é rico
ou pobre / nela não vai levar nada
.
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