RADIO BARREIRITTO CAIPIRA

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

teatro da vida
( valtair bertoli ) disponível

ja se fecharam as cortinas
acabou a nossa historia
chegamos ao fim do ato
nada mais me importa agora

o palco que dividimos
teve o cenário quebrado
termina mais esse  drama
por nós dois interpretado

não quero mais falar  o texto
quando era questionado
onde estive ou onde andei
ou quem estava a meu lado

aonde esta toda plateia
comentando  nossa  atuação
nesse fim não vai ter bandido
 princesa ou se quer um vilão

esqueça as cenas difíceis
quando num quarto  atuava
perfeita na  interpretação
em sorrisos  você  me enganava

todos os tipos de enredos
por nós  foram interpretados
de vez se encerra as cortinas
de um show mal atuado
ONDAS DA VIDA
( VALTAIR BERTOLI ) 16/02/2015

se eu tivesse outra chance
pra ser feliz só mais uma vez
não deixaria você ir
como no passado um dia fez
queria ter a opotunidade
pra poder te mostrar
que em toda minha vida
foi só a ti que aprendi amar

sei que as nossas vidas
não são as ondas no mar
que vem sempre muito forte
e lentamente se vê voltar
clamo o amor que um dia
eu não soube segurar
e deixei ela partir
sumir pra não mais voltar

ai meu Deus como eu queria
meu passado consertar
dessa vez eu não deixaria
você partir me abandonar

sei que as nossas vidas
não são as ondas no mar
que vem sempre muito forte
e lentamente se vê voltar
clamo o amor que um dia
eu não soube segurar
e deixei ela partir
sumir pra não mais voltar

ai meu Deus como eu queria
meu passado consertar
dessa vez eu não deixaria
você partir me abandonar

domingo, 14 de fevereiro de 2016

PESCARIA
( VALTAIR BERTOLI ) 14/02/2016

pescaria é coisa seria tudo muito bem planejado
mas no meio dos amigos  sempre tem um embriagado
fazendo a gritaria remando pro lado errado
querendo virar o bote desafiando a morte
achando tudo engraçado

vou contar essa passagem  que a muito aconteceu
numa tarde no rio turvo foi que esse fato se deu
amigos que lá pescavam e  peixe ninguém pegava
mas o garrafão de pinga parecia água na moringa
em nenhum canto  parava

um dos amigos alcoolizado começou brincar de fisgar
puxando a sua vara  e arremessando sem olhar
fisgou o seu companheiro que estava do seu lado
o anzol cravou na boca deixou a turma toda loca
ficaram muito assustado

deixaram da pescaria no hospital foram parar
foi uma cena bizarra nem dava pra acreditar
chegaram com o companheiro sem ter a vara tirado
e juntos todos sorriam só então perceberam que podiam
a linha da vara ter cortado

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

RENASCIMENTO
( Valtair Bertoli ) 04/02/2016


Andei pela vida por longos caminhos
pisando em espinhos levando uma cruz
ate parecia que estava condenado
a ser castigado sem nenhuma uma luz

a vida pra mim não tinha encanto
somente meu pranto era verdadeiro
andava triste e desesperado
estava abandonado sem ter paradeiro
sentia meus passos que estavam pesado
pelos anos passado já não eram ligeiro
até que um dia toda dor teve fim
surgiu para mim o amor verdadeiro


as portas do céu vi todas se abrirem
e nelas surgirem os raios do amor
levou embora  toda  desilusão
limpou meu coração com o seu calor

vi minha estrada ficar bem florida
cheia de vida acabou o meu lamento
com  o poder da fé e da oração
nasceu emoção onde era tormento
hoje estou feliz e sou abençoado
e do meu passado tive o renascimento
depois que eu conheci a Jesus
que me deu sua luz acabou o sofrimento

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A CULPA É SUA
( VALTAIR BERTOLI )


a culpa sua se eu vou pro buteco
ali eu peco ate altas madrugadas
saio pra rua curtindo as meninas
que estão na esquina  doidinha pra ser amada

ficam feliz e me deixam emocionado
embreagado deixo tudo acontecer
volto pra casa só no clarear do dia
minha agonia é saber que vou te ver

a culpa sua se eu vou pro buteco
ali eu peco ate altas madrugadas
saio pra rua curtindo as meninas
que estão na esquina  doidinha pra ser amada

você lamenta e diz que estou errado
que sou safado que vou me arrepender
mas la no fundo você sente alegria
porque é fria sabe  que não vai me ter


a culpa sua se eu vou pro buteco
ali eu peco ate altas madrugadas
saio pra rua curtindo as meninas
que estão na esquina  doidinha pra ser amada

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

saudade bandida
( valtair bertoli  / paraense) 05/12/2014

areio meu baio e vou cavalgar
 sem destino certo pelo meu sertão
sem calçar esporas e a passos  lento
 carrego a saudade na imaginação
passando por  pastos  ouvindo riachos
 cantando a mais bela de todas canção
sentindo o cheiro do jenipapo ,
que estão  maduros caídos no chão

barulho do vento lá no calipal
aumenta ainda mais a recordação
as pombas do ar fazendo arruaça
 perto do espantalho pela plantação
o carro de boi cantando bem longe
deixando seus rastros  marcados no chão
vejo boiadeiros levando a boiada
tocando o berrante alto no estradão

porteiras batendo anuncia a chegada
da saudade bandida  em meu coração
casinha de barro com fogão a lenha
e mamãe varrendo nosso terreirão
machado batendo é meu pai lenhando
e vejo madeiras partidas no chão
ao longe  as nuvens que vão se  juntado
no céu da um estalo e vem logo o trovão

um manto divino vai cobrindo a terra
alegra a   vida  da vegetação
crianças brincando montando cavalo
em cabos de enxada vivendo a ilusão
volto pro o meu mundo  sentindo saudades
 dos tempos vivido lá no meu sertão
aonde eu passei meus tempos de infância
e hoje o que resta é  recordação

MATUTO GENUINO
( VALTAIR BERTOLI ) DISPONÍVEL 02/02/2016


Fui um matuto andante
viajei bastante por todo sertão
morei em velhas  paioças
trabalhei na roça cultivando o chão
também já fui boiadeiro
por muitos janeiros na lida de peão
nunca tive paradeiro
ser aventureiro foi minha opção

ja tomei chuva nas costas
com  boiada exposta pela invernada
tempestade  ventos fortes
soprando do norte com raios e trovoadas
enfrentei grandes rios
era um desafio passar as  enxurradas
sempre cumpri a missão
na entrega pro patrão ainda dava risada


eu tive muitos amores
sofri dissabores nessa vida cigana
quem escolhe a liberdade
não usa  falsidade seu amor não engana
sempre falei a verdade
não fiz crueldade a saudade e insana
fica apertando meu peito
e machuca de jeito por uma fulana


hoje nesse ranchinho
vivo sozinho junto a liberdade
aqui eu tenho de tudo
não mais me  mudo avançou minha idade
resta as recordação
dentro do coração das grandes amizades
os frutos tenho colhido
assim tenho vivido na minha genuinidade