RADIO BARREIRITTO CAIPIRA

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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

ADMIRAÇÃO POR UM VELHO CAIPIRA
( VALTAIR BERTOLI ) QUERUMANA

conheci um velho caipira que ainda me inspira desde a mocidade
quando saiu  do sertão  foi na ocasião que chegou  na cidade
na estação estava sentado  e muito chateado pegou me falar
que tinha sido roubado    tudo foi levado  no desembarcar

me falou sobre sua vida  da  terra querida  que antes morava
percebi sua insatisfação da grande ilusão que ele passava
vi que estava  aborrecido pelo  ocorrido  chegava a tremer
falava só a verdade sua sinceridade  dava pra se ver

chorou lembrando  o  passado que foi derrotado  la no seu sertão
perdeu  o  sitio amado   que tinha formado com dedicação
por três anos a fio nada conseguiu só dinheiro perdeu
tudo que ele plantava  a seca matava  e nada  colheu

vi seu rosto ficar branco falando do banco que pegava emprestado
a cada ano que passava mais ele pegava ficou endividado
um dia viu o gerente surgir na sua frente e suas terras tomar
ficou aborrecido e então decidido  resolveu se mudar

disse estar desolado mas Deus ia ao lado no seu coração
tudo que estava passando sentia aumentando sua fé de cristão
falou que tinha atitude muita  saúde e disposição
devagar foi levantando e sumiu andando  entre a multidão
VIOLEIRO NATO ( VALTAIR BERTOLI Gabriel Lorenço de Lima ) 12/01/2016 pagode passei por baixo da escada / sorrindo dando risada vi no poste da esquina /junto da encruzilhada minha foto na macumba / na farofa enfiada calçado com a minha botina / e com a proteção divina / não temo nada fui criado la na roça / bem no meio do sertão cobra que tinha na estrada / retirei com minhas mãos chupei favo com abelha / sem temer o seu ferrão pintada se assustava / quando eu esfregava / meus pés no chão para as festa de rodeio / eu sou sempre convidado montei no touro bandido / quando era afamado desfilei no agressivo /só em pelo eu fui montado sou um peão conhecido / e tenho sido / bem respeitado a minha viola caipira / toco com agilidade desfaço ninho de rato / com muita facilidade pra toca moda caipira / não se cursa faculdade sou um violeiro nato / moro no meio do mato / e só falo verdade

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Saudade  da escola
( valtair bertoli / Beto Santos  ) BREVE SAI A MUSICA

quem me dera eu poder regressar
e voltar no tempinho da escola
com os amigos outra vez festejar
ir brincar no campinho com bola
caminhar sem medo pelos campos
Ter o encanto que ja foi embora
a saudade que habita em meu peito
deu de jeito me surrou com a espora

que bom sonhar , poder voltar
e relembrar meu tempinho de outrora
da escolinha e do seu caminho
de um rostinho que no peito ainda mora

dessa vez eu iria beijar
abraçar quem marcou minha historia
que saudade  da bela menina
que fascina a minha memoria
não tinha coragem de falar
me entregar seria  uma gloria
foi se embora e mudou pra cidade
a crueldade sobre  mim fez vitoria

que bom sonhar , poder voltar
e relembrar meu tempinho de outrora
da escolinha e do seu caminho
de um rostinho que no peito ainda mora

ainda chego  sentir a emoção
da ilusão que havia nesses dias
que o tempo  passou e marcou
me deixou somente  sua magia
so o que resta agora é recordar
caminhar pela estrada vazia
quem me dera o passado voltar
carregar minha alma de alegria

que bom sonhar , poder voltar
e relembrar meu tempinho de outrora
da escolinha e do seu caminho
de um rostinho que no peito ainda mora

sábado, 9 de janeiro de 2016

SEPULTANDO O PASSADO
( VALTAIR BERTOLI ) 09/01/2016

quem nunca teve na vida momentos especiais
que o passado levou e não volta nunca  mais
tempos distantes vividos que a saudade vai buscar
e vive sempre presente na mente a nos machucar

recordo tempos felizes da minha bela juventude
que tudo eu enfrentava disposto e com atitude
mas teve um amor bandido que cruzou o meu caminho
deixou minha alma marcada cravejada por espinho

a tempos ficou distante nunca mais pude a ver
mas o seu doce semblante não consegui esquecer
os amores lá do passado sempre nos fazem sofrer
mesmo estado ausente a gente vê renascer

quem dera se o passado eu pudesse sepultar
afastar toda lembrança que ainda me faz chorar
votaria a ser feliz igual os tempos de menino
desse amor eu fugiria mudaria  meu destino

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Homenagem aos mestres TIÃO CARREIRO E PARDINHO
( Valtair Bertoli / Valdemar Reis ) 08/01/2016




Paguei pra entrar no jogo / enfrento qualquer parada
vou fazer subir poeira / até na terra molhada
Tenho encostada no peito / a minha viola afinada
vou ouvir a choradeira / de quem não conhece nada

Faço chuva no deserto / serpente sair do ninho
deslizando assustada / com medo do passarinho
Em casa mal assombrada / cria paz e carinho
as minhas rosas plantadas / no caule não nasce espinho

O sol vem me visitar / em meio a madrugada
sereno cria corrente / afoga boi na invernada
Mineiro deixa do queijo / e vai fazer feijoada
violeiro na minha frente / perde até o rumo da estrada

Tenho respeito ao mestre / que me ensinou o caminho
canto pelo mundo afora / pagode nesse meu pinho
O tom da minha viola / não da pra cantar baixinho
prestei homenagem agora / pra Tião Carreiro e Pardinho

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

REVEZ DA VIDA ( valtair bertoli / ) 05/01/2015 eu vi o revez da vida mudando tantos destino lagrimas se transformando no rosto de um menino no dia que encontrou na porta onde morava seu cachorrinho perdido a quem ele tanto amava vi lagrimas de saudade pingando por todo chão de um caboclo chorando ao regressar no sertão quem esteve distante e todos dias sofria transformou toda sua magoa em motivo de alegria vi um moço revoltado no campo de aviação por chegar atrasado e perder o avião logo depois vi o rapaz alegre e agradecido o avião tinha caído e todos tinham morrido vi família chorando dentro de um hospital ao receber a noticia que seu ente estava mal por ser um caso perdido pediram em fé e união e viram ele se curar pela força da oração vi uma flor tão bela que os pobres desprezava e com sua beleza só a riqueza almejava o tempo retirou dela o que lhe deu de graça hoje esta destruída viciada na cachaça o revez de nossas vidas anda junto com o destino pode tudo transformar igual o jogo de um cassino temos que seguir em frente cumprir nossa missão estar sempre preparado e aprender suas lição

domingo, 3 de janeiro de 2016

CULPA DO DESTINO ( VALTAIR BERTOLI ) 03/01/2016 poema já vi o revez da vida de sonhos e desilusões de muitos homens sofrendo contando suas decepções dizendo ser culpa do destino igual o corpo do menino que sofre as transformações o amor e o respeito tem que andar de braços dados nada dentro da sua vida deve de ser desprezado igual água de um rio que serve o sertão a fio e no mar vai ser esbanjado a intolerância de certas pessoas tira seus pés do chão se acham dono da verdade não aceitam outra opinião esse é o primeiro passo que aperta no pescoço o laço que o enforca na sua ilusão muitos vão sofrer e andar pelo mundo sozinho se não aprender a pisar quando o chão tiver espinho esses vão ficar lamentando e passar a vida culpando que o destino cercou seu caminho