RADIO BARREIRITTO CAIPIRA

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domingo, 6 de dezembro de 2015

NINGUÉM ESTA SOZINHO
( VALTAIR BERTOLI) 06/12/02015
numa estrada colorida
botei o meu coração
seguindo no rumo certo
destino a solidão
vida triste e dolorida
esse mundo de ilusão
hoje ando no deserto
sofrendo a decepção
aquela que nessa vida
dediquei meus carinhos
com o tempo bateu asas
voou igual passarinho
desprezou minha guarida
derrubou o nosso ninho
abandonou nossa casa
me deixou aqui sozinho
as belezas ameniza
desprezo e desilusão
mesmo sem ela perto
não ando na contra mão
tenho quem realiza
realça minha emoçao
com ele tudo liberto
criador do meu sertão
tenho montes tenho matas
o canto dos passarinhos
tenho lua e riacho
sossego no meu cantinho
não tenho aquela ingrata
nem seu amor mesquinho
tenho todo universo
já não me sinto sozinho

sábado, 5 de dezembro de 2015

VIAJANDO NA SAUDADE
( VALTAIR BERTOLI ) 05/12/2015
QUERUMANA (disponível )

vi a saudade me dando um abraço
foi me tomando o  espaço e chamando a atenção
e quanto  mais perto ainda ela chegava
muito mais me sufocava e machucava o coração
e foi mostrando as coisas do meu passado
que  estava guardado na minha recordação
trouxe de volta toda minha alegria
de quando me divertia e morando lá no sertão

ia para roça pisando no orvalho
cumpria meu trabalho cheio de satisfação
la capinava deixando a terra rica
e tirava as tiririca  arrancava com minhas mãos
as dez horas parava e almoçava
comida não sobrava  que raspava o caldeirão
a tardezínha com meu corpo cansado
eu saia  do roçado  no rio dava uns mergulhão

no entardecer sentava na escada
na entrada da morada e olhava as criação
e la sentado com o radio ligado
eu ficava emocionado acompanhando as canção
no anoitecer deitava no  meu quarto
ouvindo o som do mato no meio da escuridão
até parece que os anjo me ouvia
e confortável  dormia fazendo minha oração

essa saudade que tem me judiado
me fez ter viajado dentro da recordação
senti  meu peito ficando acelerado
com   os meus olhos molhados que pingaram até no chão
sou um caboclo nascido la na roça
e tudo isso engrossa a saudades do  sertão
na lida dura que por la sempre vivia
mas contente eu sorria ao lado de meus irmãos
quem é caboclo
( valtair bertoli ) 05/12/2015

quem é caboclo com nada se importa
com a modernidade na porta do sertão
quem é caboclo cuida la da roça
mora na paioça e cultiva o chão
quem é caboclo nem vem na cidade
curte a liberdade junto das criação

na sua casa não tem amargura
la so tem fartura , tudo tem plantado
na sua casa não tem internet
mas tem canivete de corte afiado
na sua casa não tem eletricidade
mas a felicidade sobra de todo lado

leva a vida com tranquilidade
gozando a liberdade e a tradição
leva a vida sendo muito honesto
esse seu  gesto vem do coração
leva a vida com dignidade
pois sua liberdade não tem preço não

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

INVEJA
( VALTAIR BERTOLI ) 04/12/2015

alegre um canarinho  sua amada cortejava
muito feliz cantava no galho da goiabeira
quando ela o olhava o seu peito estufava
e bem alto  gorjeava pertinho da cachoeira

no brejo da floresta seu canto destacava
a beleza incomodava no alto um gavião
que deu um voo rasante com ataque  fulminante
destruiu num instante o ouro do meu sertão

assim é nossa vida a inveja tem nos rondado
somos  observado em nossa atuação
por seres  despreparados que tudo tem invejado
agindo descontrolados com ar de satisfação

a inveja pelo mundo detesta a felicidade
quem usa de falsidade deseja a destruição
ja aconteceu  no passado um fato bem comentado
que Caim alucinado matou Abel  seu irmão

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

casinha do amor distante ( valtair bertoli ) 02/12/2015
casinha do meu sertão de longe que eu olhava a flor que nela vivia aquela que eu tanto amava casinha hoje deserta Não tem nem uma flor ao tempo tu resistiu assim também meu amor .................... casinha agora estou perto distante esta meu amor a flor no mundo partiu só me restou o dissabor casinha que era alegre cenas lindas produzia hoje o cenário é outro acabou se sua magia .................. casinha agora é lembrança de tudo que já passou passou ela em sua vida mas no meu peito ficou casinha traga pra mim de volta a felicidade me de o endereço dela com o nome da cidade
LIÇÃO DA VIDA
( VALTAIR BERTOLI ) 02/12/2015

essa estrada boiadeira
que hoje esta asfaltada
fez parte da minha vida
nas minhas longas jornadas
......
eu era ainda um menino
na lida me inclinava
ao lado do velho pai
que tudo me ensinava
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e foi com passar dos anos
que tudo fui aprendendo
aprendia com trabalho
e meu velho obedecendo
...............
porem chegou o dia
que ninguém imaginava
e na curva no areão
a morte meu pai levava

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foi a mais triste lição
que na lida aprendia
descobri que nesse mundo
ninguém de tudo sabia
.........................
hoje olhando a estrada
eu volto no meu passado
relembrando o velho pai
de quando estava a meu lado
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

MADE IN BRAZIL
(valtair bertoli ) 01/12/2015 querumana da revolta

Eu não me canso de falar da natureza
das belezas que ainda tem no  rincão
em lugares preservado e bem distante
até o instante o homem  não pois a mão
são matas densas conservadas  e fechada
nenhuma estrada consegue por la chegar
tudo se encontra como era no passado
só frequentado  pelos donos do lugar

nesses lugar  ainda vive os curupiras
reis dos caipira e da nossa tradição
pés invertido e  cabelo avermelhados
cabra invocado apesar de ser anão
por lá é ele quem protege a natureza
tenha certeza e não queira o questionar
esse baixinho ronda por todos lados
tem expulsado os malfeitores sem matar

mora na  mata  um ser bem poderoso
não é maldoso mas faz muita agitação
ele assovia correndo com uma perna
no vento externa toda sua assombração
o tal  sujeito tem o nome de saci
e por ali vive sempre a   cachimbar
em muitas noites as matas tem deixado
e assustado  gente em outro lugar

nossa cultura esta sumindo nas cidades
e a verdade tenho agora que falar
o que é nosso estamos deixando de lado
fico magoado vendo os causos se acabar
fazemos festa hoje em contos importado
e desprezado  toda  nossa tradição
assim as matas também estão se acabando
e exterminado   nossa imaginação