RADIO BARREIRITTO CAIPIRA

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domingo, 25 de outubro de 2015

DESTINO
( VALTAIR BERTOLI ) 25/10/2015

em nossas vidas o destino
os caminhos é ele quem traça
pode ser um percurso sofrido
dolorido que até nos maltrata
pode ser cheio de flores
com odores do perfume da mata
o meu foi viver na cidade
onde a saudade maltrata

eu já tive meu paraíso
sem juízo cometi meu pecado
de sair a vagar pelo mundo
dói no fundo esse meu desagrado
era um moço cheio de sonhos
e tristonho hoje sofro calado
errei nas minhas andanças
só lembranças resta do passado


pra você que ainda é um menino
que o destino tem lhe sondado
fique atento aos seu caminhos
que quietinho ele tem te mostrado
pode ser uma grande arapuca
que em sua cuca ele tem plantado
pra você sofrer bem mais tarde
com esse alarde tome cuidado

letra disponível

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

INGRATA ( VALTAIR BERTOLI ) 23/10/2015 a muito tempo deixei o meu paraíso sem ter juízo resolvi me aventurar sai em busca de meus sonhos coloridos fui convencido que tudo ia conquistar agora sofro com minha infelicidade e na verdade aqui eu vivo a lamentar me da tristeza a falta da minha riqueza minha princesa que aqui não quer morar de que adianta usar terno e gravata se a dor maltrata o meu pobre coração até saudades me bate de chibata por uma ingrata que deixei la no sertão essa mulher desatina o meu jeito e dói no peito nas minhas recordação me da sufoco me deixando quase louco morro aos poucos por causa dessa paixão essa é flor mais bela que vi na vida me fez ferida dentro do meu coração a muito tempo abriu e não cicatriza bem dolorida e não tem medicação queria tanto ser igual um passarinho que tem no ninho seu amor para cuidar viver a vida ao lado da minha querida e ter guarida quando em casa chegar

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

DEMARCAÇÃO DE ESTRADA
( VALTAIR BERTOLI ) 23 /10 /2015

numa vila bastante distante / bem lá pro meio do sertão
foi chegando  um visitante / carregando uma mala na mão
o sujeito parecia um andante / que em todos causava emoção
carregava um triste semblante / parecia ser de bom coração

foi entrando numa vendinha / perguntou num modo educado
pro dono do comercio se tinha / do almoço algo sobrado
disse que de longe ele vinha / que estava muito apressado
e tinha até a tardinha / pra chegar no outro povoado

o dono do comercio o olhou  /  falou num modo arrogante
que na venda nada sobrou / e que não servia  andante
que o ultimo que la passou / ele fez correr num instante
e na venda que ele entrou / só servia gente importante

o andante o olhou pro vendeiro / e pediu pra ser respeitado
mostrou a mala cheia de dinheiro / disse que não queria fiado
lhe falou eu sou um engenheiro / e estradas tenho demarcado
caminhei pelo estado inteiro / riscando seu novo traçado

se meu traje  esta de andante /  e estou todo esfarrapado
pra mim isso não é importante / só porque sou um homem formado
por você ser muito arrogante / e tambem muito  mal educado
a nossa pista mais relevante / bem aqui vou deixar demarcado

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

SEM ESPERANÇA
( VALTAIR BERTOLI )  21/10/2015
guarania


ja estou cansado de sofrer / nesse mundo
não tenho paz   nem alegria / nenhum segundo
até a esperança resolveu  /me abandonar
e minhas forças  estou vendo  /se acabar

pelos caminhos da alegria / eu me agredi
sem ter você pra prosseguir / eu me perdi
só resta agora meu lamento / e minha dor
não sei viver nesse mundo /  sem seu amor

se minhas lagrimas que caem / nesse momento
pudessem  levar a você / meu sofrimento
quem sabe assim recordasse / boas lembranças
e voltaria  em meu peito / brotar a esperança

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

PREÇO DO PROGRESSO
( VALTAIR BERTOLI ) 19/10/2015

como é que é que posso  olhar pra natureza
e não sentir tristeza apertando o coração
se a muito tempo o homem vem destruindo
vorazmente reduzindo as belezas do sertão

as maravilhas pra manter é um desafio
até aos peixes nos rios mortos com a poluição
tanta sujeira que vem das grandes cidades
que causa essa maldade e extingue as criação
em nossas terras que tanta flora havia
com as novas rodovias foram sendo derrubada
virou até briga no tal mundo imobiliário
aquele lindo cenário hoje é terra devastada

por nossas matas que farta fauna existia
virou rastro de cotia é difícil de encontrar
ao longo dos anos os bandos foi reduzindo
devagar estão sumindo deixando de procriar
é um preço alto que pagamos pro progresso
em lamento eu confesso que isso me faz chorar
me dói em  ver o homem destruindo o paraíso
nos causando prejuízo sem ninguém pra protestar

foi Deus quem fez e povoou a natureza
e um dia com certeza  ele vai vir   nos cobrar
com terremotos fogo seca  e vendavais
e  no mundo nunca mais  o homem vai habitar
TÚNEL DO TEMPO
( valtair bertoli ) 19/10/2015

Hó que saudades da minha terra querida
da minha infância florida que ficou para traz
aqui tão longe vivo chorando a saudades
com o peso da idade que já não me deixa em paz
era tão belo conviver com a liberdade
da minha linda mocidade que hoje não tenho mais
só resta agora é chorar por todos cantos
padecer com os desencantos e clamar todos meus ais

lá no passado até parece que minha vida
era muito mais florida do que a que levo agora
tinha amizades e parceiros de verdade
sentia  felicidade que no  peito ainda aflora
aqui cansado sinto que estou condenado
a viver encarcerado naqueles tempos de glória
ai quem me dera voltar no túnel do tempo
reviver todos momentos felizes da minha historia

meus olhos chora lagrimas da dor sentida
recordando da minha vida tudo agora é um lamento
ai que saudades daquele dias de gloria
que marcaram minha historia queria voltar no tempo

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Autores/valtair Bertoli / João Miranda
Titulo/irmãos do tapetão
Ritmo/rasqueado

Tenho vinte e sei anos
De estrada/no tapetão
Metade da minha vida
Na lida com  caminhão
Já fiz muito nesse oficio
É vicio  esta profissão
Sigo atento na  labuta
Dia e noite nesta luta
Pra  poder ganhar  o pão

Quantos amigos de estrada
Fez a família chorar
Ali  presos  nas ferragens
Que a morte veio buscar
foram heróis no  volante
que no céu foram morar
Muitas vezes  perseguidos
Como se fossem  bandidos
Com a mídia a condenar

O caminhoneiro  na partida
Vê a esposa  chorar
Quase sempre é  madrugada
Que  sai para trabalhar
Na hora  que  esta saindo
Sorri para   disfarçar
E lado a lado com a morte
Vive contando com a sorte
talvez nem vai  regressar

A todos irmãos da estrada
Eu dedico essa  canção
Presto  aqui minha homenagem
A todos da profissão
Que leva nosso progresso
Curtindo a solidão
Pensando na sua amada
Com sua carga pesada

De  amor e de paixão